Cercas Brancas
Eis-me aqui novamente, mesmo lugar.
Segredos, sorrisos, acenos, suspiros.
Pessoas apressadas, carros acelerados,
fluindo num movimento contínuo.
Eu estou ali inerte, talvez invisível?
Não sei! Não sinto olhares em mim.
As vozes se unificam num zumbido sem fim.
Respiração descontrola, não posso mais ficar ali.
Busco algo que nem sei, em uma direção qualquer.
Avisto uma estrada e um jardim,
com cercas brancas, recém pintadas,
que não consigo enxergar seu fim.
Apenas sigo.
Sentindo o vento.
Sentindo o sol.
A respiração se acalma.
Por: Edi Groskopf

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