Mesmas Escolhas
Talvez fossem meus olhos,
escondidos por trás dos vidros embaçados.
Até que os apresentei descobertos.
Ainda havia algo desconectando tudo.
Talvez fosse aquele vaso de flor,
sempre vazio, mais um gole de café,
ou os ponteiros do relógio acelerados
como os pingos de chuva lá fora.
Esperando a continuidade daquele
traço azul, naquela mão inerte.
Como se todo o resto paralisasse,
lápis espalhados pela mesa
Mesmas escolhas.
Como num imenso déjà-vu.
Se refazendo num looping,
sem eu mesma não perceber o padrão.
Por: Edi Groskopf.

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